Terça, 30 Novembro 2021 17:00

Do mar indomado

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Que saudade de ti mar, tão vizinho, tão remoto a mim
Admirável monstro azul-esverdeado através do mundo
Senhor de todo o nostalgismo, de todas as plangências
Abrigas nessas tuas profundezas as cintilantes pérolas
Também multicores corais, abrigos de vida e encantos
Teu mundo é vivo, palpitante, em ti geram-se prodígios
Mas, se o titânico Éolo fustigar a tua pele adormecida
Tua fúria destruidora de Leviatã intimidará as nações
Mas na beleza de tuas vagas que se curvam aos ventos
Outorgas a estranhos cavaleiros, que caminhem eretos
No vaivém das ondas. Confere-nos turbilhões musicais
No indefesso fluir das espumas ávidas de beijar a areia
À tua solenidade tantas páginas de versos se escreveu
Aceites mais este, singelo, a florir convocando o verão
Mar triunfal, ocultes toda dor das areias ao horizonte
Mas, mostres toda emoção que só os pores-do-sol têm
As areias do tempo são levadas pelos rios da mudança
E porque os rios correm ao mar, Netuno quis minh’alma
Pois eu repouso sereno entre as luzes dos teus ocasos

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