Aplicado o filtro por Data: Outubro 2021

Terça, 30 Novembro 2021 17:00

Do mar indomado

Que saudade de ti mar, tão vizinho, tão remoto a mim
Admirável monstro azul-esverdeado através do mundo
Senhor de todo o nostalgismo, de todas as plangências
Abrigas nessas tuas profundezas as cintilantes pérolas
Também multicores corais, abrigos de vida e encantos
Teu mundo é vivo, palpitante, em ti geram-se prodígios
Mas, se o titânico Éolo fustigar a tua pele adormecida
Tua fúria destruidora de Leviatã intimidará as nações
Mas na beleza de tuas vagas que se curvam aos ventos
Outorgas a estranhos cavaleiros, que caminhem eretos
No vaivém das ondas. Confere-nos turbilhões musicais
No indefesso fluir das espumas ávidas de beijar a areia
À tua solenidade tantas páginas de versos se escreveu
Aceites mais este, singelo, a florir convocando o verão
Mar triunfal, ocultes toda dor das areias ao horizonte
Mas, mostres toda emoção que só os pores-do-sol têm
As areias do tempo são levadas pelos rios da mudança
E porque os rios correm ao mar, Netuno quis minh’alma
Pois eu repouso sereno entre as luzes dos teus ocasos

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Terça, 30 Novembro 2021 13:36

SÃO ÁGUAS APENAS...

o ‘olho d'água’ cessara, mas, ainda chovia feito escumilha em rajadas frias e constantes. gotas imaculadas enxaguavam os musgos das telhas de mão, escorriam pouco ruidosas pelas velhas calhas acobreadas, caindo em golfadas, espalhando-se sonolentas pela alameda e jardins do antigo casario hospedagem. deixei o olhar no correr das águas... aprendera, analgésico natural pra enganar a dor previsível, manifestada, pelos espasmos ao assistir de longe uns restos de palavras sujas soltas no ar, valorada talvez aos que as usavam... absorto, tenso, rabiscara no papel algumas letras sem nexo, dispersas; era o mesmo que num papel vazio, desgraçadamente desvalorizado... veio-me então uma sensação estranha, de sentir as mãos sujas, demoníacas, deformando versos... e num vórtice sem fim vi a poesia sendo arrastada, tragada, violentada bem ao lado de mim... saio da escrivaninha atormentado; circunspecto, triste semblante. debruço-me meio corpo pra fora do parapeito da janela, quase em pêndulo, e ainda deu para eu ver beirando a linha das telhas úmidas a lua esconder–se envergonhada; as estrelas, opacas, dependuradas no final da linha do varal do céu... o poema, cabisbaixo me acompanhara e ao meu lado, próximo à janela; chorava...

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Terça, 30 Novembro 2021 13:33

SÃO ÁGUAS APENAS...

o ‘olho d'água’ cessara, mas, ainda chovia feito escumilha em rajadas frias e constantes. gotas imaculadas enxaguavam os musgos das telhas de mão, escorriam pouco ruidosas pelas velhas calhas acobreadas, caindo em golfadas, espalhando-se sonolentas pela alameda e jardins do antigo casario hospedagem. deixei o olhar no correr das águas... aprendera, analgésico natural pra enganar a dor previsível, manifestada, pelos espasmos ao assistir de longe uns restos de palavras sujas soltas no ar, valorada talvez aos que as usavam... absorto, tenso, rabiscara no papel algumas letras sem nexo, dispersas; era o mesmo que num papel vazio, desgraçadamente desvalorizado... veio-me então uma sensação estranha, de sentir as mãos sujas, demoníacas, deformando versos... e num vórtice sem fim vi a poesia sendo arrastada, tragada, violentada bem ao lado de mim... saio da escrivaninha atormentado; circunspecto, triste semblante. debruço-me meio corpo pra fora do parapeito da janela, quase em pêndulo, e ainda deu para eu ver beirando a linha das telhas úmidas a lua esconder–se envergonhada; as estrelas, opacas, dependuradas no final da linha do varal do céu... o poema, cabisbaixo me acompanhara e ao meu lado, próximo à janela; chorava...

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Terça, 30 Novembro 2021 11:22

SÃO ÁGUAS APENAS

o ‘olho d'água’ cessara, mas, ainda chovia feito escumilha em rajadas frias e constantes. gotas imaculadas enxaguavam os musgos das telhas de mão, escorriam pouco ruidosas pelas velhas calhas acobreadas, caindo em golfadas, espalhando-se sonolentas pela alameda e jardins do antigo casario hospedagem. deixei o olhar no correr das águas... aprendera, analgésico natural pra enganar a dor previsível, manifestada, pelos espasmos ao assistir de longe uns restos de palavras sujas soltas no ar, valorada talvez aos que as usavam... absorto, tenso, rabiscara no papel algumas letras sem nexo, dispersas; era o mesmo que num papel vazio, desgraçadamente desvalorizado... veio-me então uma sensação estranha, de sentir as mãos sujas, demoníacas, deformando versos... e num vórtice sem fim vi a poesia sendo arrastada, tragada, violentada bem ao lado de mim... saio da escrivaninha atormentado; circunspecto, triste semblante. debruço-me meio corpo pra fora do parapeito da janela, quase em pêndulo, e ainda deu para eu ver beirando a linha das telhas úmidas a lua esconder–se envergonhada; as estrelas, opacas, dependuradas no final da linha do varal do céu... o poema, cabisbaixo me acompanhara e ao meu lado, próximo à janela; chorava...

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Terça, 30 Novembro 2021 01:15

Falsos Profetas

De caritate loquuntur sed putant se esse meliores quam nos
Actualiter nam cum enim vitas istorum melius cognoscimus
Dum vita ventum est, non solum a conspectu oculorum nostrorum
Videbimus quod omnes fere solum ad consolationem vestram agere.
Qui sunt prophetae doloris et nom pro gaudio, ad fiducia et fide
Homines ho invocantes a Deum poenarum crudeli modo facta
Omnia facient, digito levato, vel minimis erroribus demonstrante
Omnes nos maledicti ac virtutis frustra animus esse affirmabunt
Non erit ledo laudatorum potens corruptionem adrogantiam patriam
Sic sine cogitatione permanebunt, ideam omnibus habitabunt idea
Virtus suam putant esse divina cogitant posse immiscet praecepta
Sub hac domain sed bulla hic est verus omnium largitor lucis et vitae
Praesertim pulcherrimus omnium doctrina quae est amare proximum
in frigidis paginis sanctorum librorum relinquetur in exsilio remanebit
Sed interim ili qui vere fide credentes exspectant reditum Eius











Eles falam em caridade e parecem querer se elevar sobre nós
Na verdade, quando soubermos melhor a vida desses homens
Que tudo vier à tona, não somente pela visão de nossos olhos
Notaremos que quase todos agem somente para seu conforto
Que são profetas da dor em vez da alegria, da confiança e fé
Estes, inventam de um Senhor cruel. feito somente para punir
Farão tudo, dedo em riste, a apontar mesmo os menores erros
Afirmarão que jazemos todos malditos e a coragem apenas vã
Irão aplaudir outros poderosos, pais do egoísmo e corrupção
Assim seguirão de forma irrefletida a tudo disseminando a tese
Em que seu poder tem origem sagrada, daí em tudo interferir
Sob este domínio, o verdadeiro Semeador de toda a luz e vida
Mormente o mais belo dos ensinamentos que é amar o próximo
Restará relegado às frias páginas dos livros sagrados fechados
Enquanto os que realmente acreditam, esperam por Sua volta

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Segunda, 29 Novembro 2021 13:56

Esperança

O luar cor de prata emoldurado desse céu azul-profundo
Espalha sua luz quieta sobre a noite da cidade dormente
Nessas noites que abrigam os mistérios desse único olhar
E esconde na clara eurritmia, uma inescondível melancolia
Quais suspiros célicos e límpidos, são salmos desta prece
Para ventar os cabelos da amada, que eu quero acariciar
 
No calor de cabalísticos segredos ou na paz deste verso
Estico as asas para mergulhar nesse céu de ares revoltos
O coração errante do poeta responde com sorriso algente
Ó virgem lacrimosa, pousarás o teu beijo em minha boca?
Quando não estás e sinto o amargo da saudade que vem
Darás a este teu vassalo, o sabor de teus lábios fugidios?
 
Admiro o luar, ora azul lá fora, na espera da tua chegada
Quem poderá depor se já é tempo das horas mais calmas
O céu é o céu, minh’alma que muda a passo de teu olhar
Por vezes está em festa, enfeitada, cheia de bandeirolas
Noutras anoitece atroz, tal um frio deserto sem emoção
Nessas noites vãs, cada estrela é um ponto de esperança

 

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Sábado, 27 Novembro 2021 12:17

FUTURO - O sinônimo da Incerteza

PENSAR SOBRE O FUTURO NUNCA FOI TÃO COMPLEXO

                    A construção do futuro sempre desafiou o imaginário das pessoas médias. Antes de seguir é necessário definir esse conceito de “pessoa média”, como sendo aquelas que têm um tanto de conhecimento geral sobre política, ciência, religião e outro tanto de ignorância sobre esses mesmos temas. Em outras palavras não são os especialistas sobre essas matérias nem absolutamente nulos sobre isso.

              São as pessoas que encontramos no nosso cotidiano, pessoas como eu ou como você. Nenhum cientista einsteiniano e nem um parvo completo entram nessa lista de pessoas médias.

               Com a chegada do final do ano, é que mesmo se suscita essa reflexão, a mística do Ano Novo quase clama que façamos essa retrospectiva dos últimos tempos e tracemos as perspectivas para o próximo. Quem tiver pronta sua lista de projetos para o ano que vem, por favor levante a mão!

               Mas isso nunca foi tão difícil. Nos encontramos numa fase em que as previsões mais otimistas dão conta que tudo vai retomar seu lugar novamente, porém, há, em igual intensidade, as previsões negativas que tudo voltará ao estágio de um ano atrás, com o recrudescimento da infecção.

               Não entraremos aqui no mérito do que aconteceu, de quem é a efetiva culpa disso tudo (infecções, mortes, dissenso, etc.), mas para falar de futuro é preciso tentar avaliar como isso aconteceu.

                Ira divina, guerra biológica, acidente ao acaso, ataque terrorista entre outras hipóteses são aquilo que podemos mencionar como sendo o “pontapé inicial” do que mudou a forma do mundo se conduzir para sempre. Nada nunca mais será igual.

                E a pergunta clássica, pois falamos de futuro, é se teremos aprendido alguma lição, se tudo o que se passou será capaz de trazer um comportamento diferenciado capaz de impedir uma outra – talvez mais catastrófica – invasão viral? Ou será que vamos simplesmente esquecer tudo e repetir os mesmos erros num futuro, nem tão distante?

                Olhar para trás é a forma de prever o que pode vir pela frente. Será que aprendemos com as catástrofes do passado?

  • Pela tese da ira Divina, comecemos pelos desastres bíblicos: o mundo nos tempos de Noé era depravado e imoral a tal ponto que o Criador decidiu por fim a tudo; mais tarde Sodoma retorna com os mesmos comportamentos e também acaba destruída... Não há como negar que vivemos tempos em que a moral não é o maior alicerce da nossa sociedade.

                 Com suas exceções a confirmar a regra, o desvario toma conta, a falta de respeito pela vida, pelo próximo, o abandono de princípios morais grassa por diversos momentos que assistimos pasmos nos noticiários em geral. Seria um aviso para evitar uma represália mais radical do Criador?

  • Sem xenofobia, uma vez que nada tenho contra a China ou seus habitantes, não há como negar que, de todos que puderam lucrar algo com o que aconteceu, a China encabeça a lista, dando causa a uma sinofobia (que já acontecia de certa forma no aspecto comercial) generalizada em muitos países.

                  E porque esta coluna objetiva a reflexão, devemos perguntar: teria sido proposital? Sabemos dos livros de história que em alguns momentos da humanidade algum povo de diversas nacionalidades buscou a hegemonia mundial: o império Romano, os Vikings bárbaros, os alemães nazistas, etc.

  • Admitir o acaso seria opção para quem também acredita que tudo que há no planeta é obra do acaso. De um caldeirão resultado do “Big-Bang”, ao acaso, as moléculas de CHON* (carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio) se encontrariam nas proporções ideais dando origem ao primeiro composto com perspectiva de vida.

                   Novos acasos se sucederiam, com mutações genéricas, mas adequadas, juntando e diferenciando substancialmente tais moléculas, até o surgimento do primeiro ser unicelular. Ufa! Para mim, perdoem, mas é acaso demais. A favor dessa tese há o fato teriam se passado muitos milhões de anos de erros e acertos até acontecer.

  • É quase descartável a opção de terrorismo ou de algum funcionário descontente com o laboratório de onde, dizem, escapou o vírus. Diante do sucesso obtido – foram muitos milhões de vidas perdidas – o agente do terror apocalíptico não se absteria de reclamar a autoria para colocar-se na posição de negociar vantagens para alguma ideologia tão misteriosa, quanto escusa.

                       Pensar sobre as (im)possibilidades é tudo que podemos fazer para quem quer construir um futuro melhor.

                       De outra banda de ideias, vemos um mundo em movimento: os carros elétricos, em breve, tornarão obsoletos para a mobilidade os movidos a combustíveis fósseis; estuda-se veículos movidos a água, ou melhor, ao hidrogênio que a água contém.

                      Notem que quando foi lançada a série Star Trek (Jornada nas Estrelas) os equipamentos da nave Enterprise e de seus tripulantes, ocupavam o mundo da ficção em 75% de seus equipamentos.

                       Hoje o índice é de apenas 10% de todos eles. Apenas o teletransporte na forma que era apresentada e os motores de dobra espacial continuam no mundo ficcional. Tudo mais é real e algumas coisas até superadas – como o já obsoleto ‘celular’ de flip, ancestral de nossos smartphones.

                       Robôs com alta especialização nas possibilidades de utilização, executando desde cirurgias delicadas a saltos físicos e complexos, vão passando a fazer parte já irrefutável das perspectivas de futuro. Seus filhos com a sua idade certamente terão um.

                        O carro voador já tem data prevista para a entrega das centenas de unidades já vendidas. E é brasileiro. As viagens turísticas ao espaço já são cada vez mais uma realidade, bastando para tanto ter recursos financeiros; as estações espaciais estão lá orbitando sobre nós. Logo ouviremos falar sobre uma base fixa na lua, ou ainda uma estação lunar capaz de oferecer as mais diversas opções recreacionais de turismo.

                       Não há como negar que a tecnologia apresentará surpresas cada vez mais grandiosas e com mais velocidade, pois as máquinas aperfeiçoam a si próprias.

                        Mas, fica a advertência que, para que isso tudo não desmorone como um castelo de cartas, o aperfeiçoamento científico deverá ser acompanhado do moral. E quando falamos de aperfeiçoamento moral não estamos sendo carolas achando que toda a tecnologia é coisa do “demônio”.

                       Falamos do respeito ao próximo, da abolição de preconceitos tolos, mas em especial do respeito à vida em todas as nuances que esse termo possa significar.

                       Só assim teremos um futuro promissor, que por ora, ainda é incerto e permeado de preocupações. Temos a certeza, porém, que nenhum futuro promissor, prescindirá do entendimento, da compreensão e da fraternidade que – somente com essas – será possível se trazer poesia à vida.

 

(*) C, H, O, N, os compostos biológicos são formados basicamente em sua totalidade por esses elementos químicos em variadas proporções, com ou sem a participação de outros elementos.

Publicado na categoria: Coluna do Sergius
Sexta, 26 Novembro 2021 21:23

Memórias ao Varal

É manhã neste dia transparente, as roupas brincam no varal
No meu pomar de saudades parecem que estão a me acenar
Com uma brancura despreocupada, seu brilhar salta à vista
No frescor do linho matinal, brota uma babel de sensações
Revelando-me a imagem de minha intocada e recatada musa
No olhar de tempos antigos, quando vivia em outros quintais
Invejava a roupa a balançar ao vento, resvalando seu corpo
Qual carícias insuspeitas de abraçá-la como eu queria estar
Era bela, frágil, quase assustada, com seu sorriso de cristal
Eu a admirava sem pecado numa estima distinta dos corvos
Ah, esses eram tantos e tão plenos de recursos, só a rodear
Faziam-me sentir miserável por não acha-la ao meu alcance
Mas certo dia, soberbo dia, ela com seu vestido todo branco
Uma fita nos cabelos, passou ao meu lado, olhou-me e sorriu
Com sua elegância esbelta, ela me fez nesse instante levitar
E subitamente o sol, dono de todas as cores, coloriu a vida
Mas o nosso destino não enveredou os mesmos caminhos
Assim, aquela deusa pulsante deixou a esfera do meu olhar
O aconchego de sua beleza hoje reside apenas no passado
Retrato de dias que só as linhas do poema fazem renascem
Publicado na categoria: Poesia
Quarta, 24 Novembro 2021 16:55

Pela Janela

Olhando a vida passar na janela, me dói que não estás aqui
Meus olhos me levaram a um outro lugar, num outro tempo
Meu coração sangrou, quis gritar, queria era ouvir tua voz
Da janela quase pude acreditar que eras tu que passava ali
Eu pensei mesmo que ainda podia nos sentir em movimento
Mas parece que agora é tarde demais, o tempo já se passou
Pois a verdade está bem trancada logo atrás daquela porta
Vejo ainda a chegada da chuva do outro lado desta vidraça
As gotas riscam a paisagem, me pergunto como tudo se deu
Será que estive longe tempo demais? Tu poderias me contar
O homem de terno diz sorrindo: podes ter o mundo aos pés
Para isso abri meu casulo, parti e me deixei guiar pela razão
A segurança econômica é a causa ou o sintoma de ser feliz?
Foi assim, mas eu adoraria voltar ser aquele mesmo sonhador
Não desejo um ser príncipe, o papel, a caneta é o que basta
O silêncio de tua ausência ora me assombra, eu tenho medo
Preciso um momento para reunir coragem e abafar esta dor
O sol nascente alastra seus raios dourados na face da terra
Vou deixar os sentimentos ditarem o rumo destes caminhos
Aguardar tua volta, tal o dia se faz noite a esperar o sonho

Publicado na categoria: Poesia
Terça, 23 Novembro 2021 10:30

Toque para mim

Toque uma canção bem antiga para mim

Eu queria poder te ouvir só mais uma vez

Teu coração parece tão distante de mim

Estás tão quieta, estás magoada comigo?

Mas penso que isso já nem importa tanto

 

Se você pudesse tocar a música que pedi

Eu não zangaria por entrares nesse carro

Não se aborreça com o tic-tac do relógio

Eu te sinto, me deixe pentear teu cabelo

Mas penso que isso já nem importa tanto

 

Não me negue isso, toque a música assim

Temos o tempo do mundo prá recomeçar

Abra os olhos, olhe para mim, estou aqui

Desperdicei tanto tempo a fazer desejos

Mas penso que isso já nem importa tanto

 

A enfermeira veio a me contar mentiras

Sobre você estar em algum lugar no céu

Porém eu sei que voltas, é verdade não?

Eu vou continuar te esperando por aqui

Pois eu sei que nada disso importa mais

 

Publicado na categoria: Poesia
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