L'(Max) - Luciano Petricelli

L'(Max) - Luciano Petricelli

 

 

1- MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO, MASP, BRASIL

 

Ele foi fundado em 1947 e é o primeiro museu moderno do Brasil. Possui o mais importante acervo de arte europeia do hemisfério sul, com obras de renomados artistas tais como Portinari, Di Cavalcanti, Van Gogh, Monet e Picasso.

O acervo do MASP conta com mais de 8.000 obras, entre pinturas, objetos, fotografias, esculturas e vestimentas de diferentes épocas da África, Ásia, Europa e América.

Vamos percorrer o museu juntos neste link?

 

 

2- CASA MUSEU DA FUNDAÇÃO GUAYASAMÍN, EQUADOR.

 

A Casa Museu está localizada em Quito, e foi construída entre 1976 e 1979. Foi o lugar onde o mestre Oswaldo Guayasamín viveu até a sua morte. O artista, que se destacou como pintor, desenhista, escultor, artista gráfico e muralista, sempre quis que sua casa fosse transformada em museu depois de sua morte, desejo que só pôde ser realizado em 2012.

Guayasamín queria deixar uma herança patrimonial e artística que incluísse mais do que suas próprias obras. Dessa forma, fazem parte do museu as peças pré-colombianas que ele mesmo colecionou, assim como objetos de arte da época colonial. A casa do museu também possui peças da arte contemporânea equatoriana, juntamente com arte e objetos de outras partes do mundo.

Para conhecer este lugar tão interessante, basta entrar aqui.

 

 

3- MUSEO FRIDA KAHLO, A CASA AZUL, MÉXICO

 

La Casa Azul é o lugar onde a artista mexicana viveu a maior parte de sua vida, primeiro com sua família e depois com Diego Rivera.

Foi inaugurada em julho de 1958 e é possível ver o ambiente que tanto inspirou Frida. É também o lugar onde se encontram seus objetos pessoais. Além disso, estão expostas suas obras, as de Rivera e um acervo de arte popular, esculturas pré-colombianas, livros, documentos e móveis que pertenceram ao casal. A Casa Azul tem um jardim que dá acesso à exposição de Vestidos de Frida.

Para mergulhar virtualmente no coração dessa artista mexicana, entre aqui

 

 

4- MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES, CHILE

  

Esse museu de Santiago foi fundado em 1880 e criado com o objetivo de conter a dispersão do patrimônio artístico nacional. Começou com 140 pinturas de artistas chilenos e estrangeiros, chegando às mais de 5.000 obras que hoje nele se encontram.

Seu acervo inclui obras da época colonial, além de pinturas italianas, espanholas e flamengas. Além dessas peças, tem também kakemonos, gravuras, coleções de desenhos e fotografias e um conjunto de esculturas africanas.

Se você quiser caminhar pelos seus corredores sem sair do conforto de sua casa, basta entrar aqui.

 

 

5- MUSEU BOTERO, COLÔMBIA

 

Esse museu de Bogotá foi inaugurado em 2000 e é composto por 208 peças que o próprio Fernando Botero doou de seu acervo pessoal. Entre essas obras estão 123 criadas por ele próprio e 85 por artistas internacionais.

No interior do museu existem várias esculturas, desenhos e pinturas onde é possível apreciar as características do estilo artístico de Botero, tais como a criatividade, o manuseio do volume, a sensualidade e a atenção aos detalhes.

A ala internacional exibe obras de Leger, Renoir, Dalí, Picasso e Giacometti, entre outros.

Você quer conhecê-las? Agora pode fazer isso aqui.

 

 

6- MUSEU DO SÍTIO PACHACAMAC, PERU

 

Foi fundado em 1956 com a missão de preservar e expor a arqueologia peruana. O objetivo do Museu é criar uma aproximação entre o patrimônio cultural do país e a comunidade, o que é feito através de pesquisas. Elas permitem conservar e posteriormente expor o material recuperado de forma que os visitantes se sintam atraídos.

Possui aproximadamente 270 peças provenientes das diversas culturas que já habitaram a região peruana. Uma das peças mais destacadas é o do Ídolo de Pachacamac, que dá nome ao museu. É uma estátua de madeira com mais de 2 metros de altura e que foi idolatrada por 800 anos.

Para você sentir que está caminhando por esta amostra arqueológica, basta entrar aqui.

Quarta, 07 Abril 2021 03:33

Arte no Sertão!!! FLICAN 2021

A II Feira Literária de Canudos, que acontece de 8 a 10 de abril, traz o projeto InterpoéticAS, um encontro literário virtual de 17 mulheres poetas e artistas de cinco territórios de identidade da Bahia, que interconectam suas criações poéticas atravessadas pelo enfrentamento dos padrões patriarcais, por meio de apresentações lítero performáticas, mesclando elementos literários, identitários e culturais diversos.

Ádila Madança faz parte do projeto e mandou um recado para você.

Confira programação completa nas redes sociais e participe!

II Feira Literária de Canudos (Flican) De 8 a 10 de abril Totalmente online Transmissão do evento YouTube: TV Canudos YouTube: Campus Uneb Canudos

A segunda edição da Feira Literária de Canudos (Flican) será realizada de 8 a 10 de abril, de forma virtual, reunindo escritores, pesquisadores, contadores de histórias, músicos e artistas para discutir temas diversos, permeados pelo universo do sertão real e mítico de Antônio Conselheiro. Com atividades que contemplam públicos de todas as idades, a Flican tem ainda, entre outros convidados, os jornalistas Xico Sá e Franklin Martins, os escritores Aleilton Fonseca, Franklin Carvalho e Marcelino Freire, o poeta Bráulio Tavares e os diretores teatrais Paulo Dourado e José Celso Martinez, criador do lendário Teatro Oficina. Entre as atrações musicais estão Targino Gondim, Gereba, Fábio Paes, Roze, a Orquestra Sisaleira de Conceição de Coité e Bião de Canudos.

Durante a II Flican, que é uma realização da Dona Edite Comunicação Integrada, acontecerão palestras, debates, vídeos documentários, exposições e performances artísticas. O modo virtual será potencializado com as redes sociais e recursos tecnológicos avançados, instalações qualificadas e expertises acadêmicas para recolocar na pauta da literatura e da história o simbolismo universal da Guerra de Canudos.

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Pedro Calmon (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

A Flican contará com infraestrutura e apoios da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Prefeitura de Canudos e órgãos públicos relacionados e o Instituto Popular Memorial de Canudos (IPMC). Nesta edição, a Flican foi viabilizada por meio do Edital Aldir Blanc, via Fundação Pedro Calmon (FPC), vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (Secult).

De acordo com o curador da feira, Luiz Paulo Neiva, a II Flican envolverá as cidades em seu entorno e, neste formato virtual, espera um alcance nacional dada a importância e a simbologia de Canudos para o país. Se configurará como um conjunto de atividades relacionadas ao conhecimento, à formação, ao apoio ao ensino básico, à produção e à difusão do livro e da literatura brasileira, baiana e regional, tendo como eixo mater de sua temática o sertão, Antônio Conselheiro e Canudos, visando à informação qualificada, ao desenvolvimento do intelecto e ao prazer da escrita e da leitura.

Outra atração da Flican são os esperados depoimentos memoriais de duas descendentes da população remanescente do antigo de Belo Monte e da Segunda Canudos, erguida sobre os escombros da cidade devastada pelas tropas federais: Dora Duru e Joselina Guerra, além de um ex-morador e estudioso do tema, o escritor Eldon Canário. A programação inclui ainda artistas e poetas de destaque na cultural local, como a Banda de Pífano de Canudos e José Américo Amorim. Toda a programação da feira poderá ser conferida, gratuitamente, pelo público no canal Youtube do Campus Avançado da Uneb em Canudos.

Flicanzinha

Nas manhãs da sexta e do sábado (9 e 10/04), a Flicanzinha vai oferecer uma programação especial para o público infantojuvenil. As atividades envolvem contação de histórias, apresentação de cordel e de poesia, visita virtual ao Memorial Antonio Conselheiro e um relato primoroso, à cargo da Profa. Jocilene Valença Varjão, sobre a Aprendizagem e resistência em tempo de pandemia nas escolas do município, e outra sobre a mulher na vivência poética.

Abertura

Mantendo o tema central da primeira edição, O Sertão vai virar arte, a II Flican será iniciada às 14h do dia 8 (quinta-feira), com um Desfile Literário, seguido da performance Interpoéticas, com Vitória Luísa, Sertão Sol e Paloma Aleôncio. A primeira mesa tem início às 14h40, abordando o tema Assombros e Encantados no Imaginário Sertanejo. A mesa contará com a professora da Universidade do Sudoeste da Bahia (Uesb) Ester Figueiredo e os escritores Franklin Carvalho e Márcio Benjamin.

Ponto de alta relevância, às 16h acontece o lançamento do Selo Flican e a premiação do concurso literário voltado para a produção intelectual dos estudantes de Canudos, com a mediação do secretário municipal de Educação, Roberto Gama, quando serão premiados os melhores colocados. Os textos serão também publicados em livro, cujo projeto gráfico será lançado nessa oportunidade.

A abertura oficial terá início às 19h, com um concerto da celebrada Orquestra Sizaleira. A solenidade contará com a participação dos secretários estaduais da Cultura, Arany Santana, e da Educação, Jerônimo Rodrigues, além do presidente da Fundação Pedro Calmon, Zulu Araújo, do reitor da Uneb, José Bites de Carvalho e do prefeito municipal Jilson Cardoso, entre outros.

A conferência inaugural José Calasans, o demiurgo de Canudos será proferida pela professora emérita de teoria literária e literatura comparada da USP, Walnice Galvão, com mais de 42 livros publicados, uma das maiores estudiosas da obra de Euclides da Cunha e da história da luta de maior resistência do sertão brasileiro.

Homenageados

Esta edição homenageará a quatro personalidades pelas suas valiosas contribuições à preservação da memória e da história de Canudos: o professor José Calasans Brandão da Silva (1915-2015), o educador e jornalista Edivaldo Machado Boaventura (1933-2018), o artista plástico Trípoli Francisco Gaudenzi e o laureado fotógrafo Evandro Teixeira. José Calasans é considerado um dos maiores conhecedores da guerra de Canudos, entrevistou sobreviventes e descendentes do conflito e é autor de várias publicações, entre elas Cartografia de Canudos. Já Edivaldo Boaventura se destacou por incentivar e promover importantes iniciativas e conhecimentos relacionados à temática conselheirista-canudense, criando, quando secretário da educação do Estado, em 1986, o Parque Estadual de Canudos, tendo também publicado livro com o mesmo nome.

Trípoli Gaudenzi, artista plástico com sensibilidade invulgar, é autor da exposição Canudos Rediviva, que percorreu algumas capitais brasileiras e ultrapassou a fronteira do país para expor em Cuba, França e Alemanha, e publicou o livro Memorial de Canudos; parte da exposição estará exposta na II Flican, no recém-inaugurado Museu João de Régis.

Baiano de Irajuba, Evandro Teixeira iniciou em 1958 sua carreira no jornal O Diário de Notícias. Posteriormente, já no Rio de Janeiro, trabalhou no Diário da Noite, do grupo Diários Associados. Em 1963, ingressou no Jornal do Brasil. Em seu vasto currículo constam a cobertura de jogos olímpicos e copas do mundo. É autor dos livros Fotojornalismo (1983), Canudos 100 anos (1997) e 68 Destinos: Passeata dos 100 mil (2008). Suas fotografias enriquecem os acervos de museus do Brasil e do exterior, fazendo parte da mostra dos 40 mais importantes fotógrafos do mundo, ao lado de Henri Cartier Bresson, Marc Ribaud e Robert Capa, na Galeria da Leica, em Nova York. Ele e Sebastião Salgado foram os únicos brasileiros participantes.

Veja a Programação

Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba promove seu primeiro evento majoritariamente online. Ao todo, serão nove meses de palestras, lives, entrevistas e exposições virtuais. O evento virtual oferece conteúdo sobre artes visuais, design, arquitetura, cinema e literatura e será realizado gratuitamente até o dia 31 de dezembro. De acordo com a Bienal de Curitiba, a iniciativa faz parte da 14ª edição do evento, que aconteceu de forma presencial entre 2019 e 2020. Ainda não há previsão para realização da 15ª Bienal em virtude das medidas de segurança sanitária em decorrência da pandemia de covid-19.

Para o evento online, novas temáticas foram propostas. Vários assuntos mostram a relação entre arte e responsabilidade socioambiental, arte e tecnologia e questões sociais. Na 14ª edição, realizada entre 2019 e 2020, o tema foi “Fronteiras Em Aberto”, discutindo o conceito de fronteiras – e recebendo artistas de todos os continentes, com destaque para membros do Brics (bloco formado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul).

Programação

As atrações da Bienal online serão divididas por temática mensal. Neste mês, o evento traz discussões sobre videoarte. Maio será o mês do design, enquanto junho será o mês da produção internacional. Aproveitando as férias escolares, julho terá a Bienal online para o público infantojuvenil. Confira a íntegra da programação

 

Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba – Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba

Em agosto haverá o Take Over – Arte Online, voltado às plataformas digitais. As temáticas de setembro são o cinema e a literatura, e em outubro, a arquitetura. Novembro será dedicado às exposições, com visitas online a mostras e ateliês de artistas. Dezembro retoma o Take Over, destacando artemídia e encerrando o evento. A programação será divulgada mês a mês, sempre no primeiro dia útil.

 

Bienal

Criada em 1993, a Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba teve suas primeiras edições voltadas à programação expositiva, chegando a ter sedes em outras cidades brasileiras como São Paulo e Brasília, e até em Buenos Aires, na Argentina.

A partir de 2007, expandiu sua proposta incluindo performances, interferências urbanas, cursos e palestras. Artistas de renome mundial já participaram da Bienal, como Marina Abramović e Ai Weiwei.

Na 14ª edição, o conceito curatorial de “Fronteiras Em Aberto” foi assinado pelo espanhol Adolfo Montejo Navas e pela brasileira residente em Berlim (Alemanha) Tereza de Arruda, e contou com 461 artistas dos cinco continentes. Mais de 100 espaços da capital paranaense foram ocupados por ações do evento, atingindo um público de mais de 900 mil pessoas.

 

Texto Original: Graça Adjuto -  Folha Litoral

Walter Musco usa sua paixão pela arte moderna e sua habilidade gastronômica para criar ovos de chocolate multicoloridos e dignos de uma exposição artística.

Em um bairro popular no sul de Roma, as vitrines de uma confeitaria exibem suntuosos ovos de Páscoa multicoloridos, alinhados como obras de arte, uma homenagem à arte e à confeitaria.

Cada ovo de chocolate é esculpido em homenagem a um conhecido artista por Walter Musco, um romano de 47 anos apaixonado pela arte moderna e especialista em confeitaria na decoração de uma das tradições culinárias da festa do Domingo de Páscoa.

Sob um coração vermelho, os personagens de Keith Haring se destacam, um ovo amarelo-girassol foi adornado com as famosas incisões das telas do pintor ítalo-argentino Lucio Fontana, conhecido por seus trabalhos abstratos.

"Surgiu de uma ideia muito simples, minha paixão pela arte, que se estendeu à literatura, à música e ao cinema", explicou Walter em conversa com a reportagem. "Todos os artistas que cito nesta exposição representam dez anos de produção. São os mais representativos e os que mais gosto. Incluí muitos artistas italianos e internacionais, mas sobretudo da pop art: Keith Haring, Roy Lichtenstein", acrescenta. Surpreende o ovo com um vestido de veludo vermelho, inspirado na estilista Azzedine Alaïa.

Admiram e não comem

Esses ovos especiais custam entre 150 e 400 euros. "Alguns pude decorar rapidamente, outros, porém, exigiram vários dias de trabalho", explica Walter, cuja cabeça está raspada com a mesma perfeição de suas criações.

Por serem muito caros, esses ovos de chocolate raramente são comidos. "Eles podem ser mantidos por muito tempo em lugares frescos, onde a temperatura não é muito alta", recomenda. Alguns ovos pertencem a coleções particulares de clientes que os compraram, mas nunca quiseram abri-los ou comê-los.

Para suas obras gastronômicas, Walter, que as fabrica inteiramente à mão, usa 55% de chocolate amargo. "Todas as cores que usamos são para alimentos e são misturadas à manteiga de cacau em proporções precisas", explica.

Na oficina localizada no porão de sua confeitaria, no bairro de Tor Marancia, Walter voluntariamente se presta a uma demonstração de seu talento e armado com uma faca afiada, concentrado como um cirurgião em frente à mesa de operação, desenha com um gesto confiante.

"Sou autodidata. Tive uma galeria de arte há muitos anos. Vendia arte da África, Sudeste Asiático, Oceania, de aborígenes da Austrália. Aí me apaixonei por essa forma de arte mais eurocêntrica", confessa com um grande sorriso. "Tudo o que é abstrato e difícil de entender tem um forte impacto emocional", diz ele.

Também gostaria de contar com a colaboração de atores para suas criações, um projeto que o empolga para continuar evoluindo em busca de novas ideias e opiniões.

 

Texto Original: AFP/Dom Total

Sábado, 03 Abril 2021 21:01

Novo Pílula de Poesia!!!! #006

Programa Pílula de Poesia de 03/04/2021

Pílula de Poesia #006 - Amigo - A Antologia Vol.14 Chegou

Sexta, 02 Abril 2021 15:39

Projeto Poesia em Conta-gotas - 005

Estreia de hoje no canal do Youtube!

Poesia em Conta-gotas - 005 - Olhar de Inverno - Zezinha Lins por Augusto Borges

Domingo, 04 Abril 2021 03:33

Briga de Cadelas

Como cadelas no cio elas disputaram meu amor.

Rosnaram sobre os ventos,

Profanaram meus rebentos,

Comeram seus próprios rabos,

Desvaindo-se aos brados.

Uma a uma, nos mesmos tempos.

Uma a uma, por vários tempos.

Uma a uma, em outros tempos.

Fodam-se com suas novas coleiras!

Nunca mais comeram meus sonetos pelas beiras.

Escrevo sem pudor a rusga de meu mal humor.

Afogando-me em uma tequila batizada,

Acabo com esse tempo em risada.

Foram cinco cadelas das mais viçosas,

Que por anos fizeram parte de minhas prosas.

Hoje são vultos de alguns tumultos,

Que fizeram estragos e só encheram meus bagos.

 

L´(Max) 18.07.2008

Sábado, 03 Abril 2021 03:33

O Regressar do Tempo

Voou alguns quilômetros e mal sabia sobre o regressar do tempo,
E com aquela morna noite de primavera retomou o próprio senso.
No ímpeto de sua vontade foi-se de encontro a sua realidade,
Banhou-se calmamente como se um já tivesse tamanha vaidade.

Colocou seus sonhos no fundo bolso esquerdo do casaco,
E os desesperos dos dias que seguiam amarrados em saco.
Buscou seixos de esperança no cimentado de mais uma escura noite,
Não esqueceu a caderneta de poesias, companheira de seu açoite.

A insegurança de seus erros fez de seu coração uma maquina,
Que por seu corpo desencadeava louca, porções de adrenalina.
Aguardou pressuroso em seu carro por segundos como meses,
Perfumou-se novamente como se fossem primas outras vezes.

Arrepiou-se em vontades por seus semblantes,
Rasgou a madrugada em seus olhos brilhantes.
Amou a expectativa de os novos e fulgurantes dias,
E sentiu as brisas doces e certeiras que o futuro fazias...

Sexta, 02 Abril 2021 03:33

Loira Esguia

Veio com uma malandragem quase nata,

Pôs em minhas costas marcas de pata.

És pantera! Ímpeto de fera!

Jogou-me contra a parede,

Prendeu meu desejo em sua rede.

Vadia! Gostosa Loira Esguia!

Mostrou-me o sexo numa ação sem nexo.

Repudiei com a sobriedade de rei,

Amarguei o tesão à planta de minha mão.

Na manhã seguinte como um pedinte,

Com olhos amendoados fixamente parados,

Busquei a compreensão daquela tensão.

Descobri que o álcool apagaria muito,

Muito além de minhas lembranças...

 

L'(Max) 2008

Página 1 de 5