Aplicado o filtro por Data: Março 2021

 

Oh! mares e marés.

 

O quanto de mar poderia caber no imaginário da menina?

O seu mar residia na roça. Uma plantação de cana de açúcar com seu verde balançando em ondas. Cortadas de tempos em tempos para fazer melado e açúcar. Aquele que hoje virou quase um luxo.

A brincadeira de se atirar por entre aquelas folhas ásperas rendiam muitos arranhões e uma interminável coceira nas perninhas infantis, mas a carroça puxada a bois estava cheia e era a hora da permissão. Apropriar-se daquele balançar era um deleite.

Nas lembranças fugidias e esparsas a “viagem” pelas estradas vicinais do sítio retornam à memória numa mistura de ranger de rodas de madeira e ferro, solavancos e alguma canção germânica que a o avô ousava cantar, em notas que se misturam ao vento, para alegrar o coração do universo. Certamente uma pequena pausa na árdua tarefa que lhe impingiam os dias de agricultura familiar, admitida pela inocência alegre da menina que pouco se importava com as ardências futuras das verdes folhas da cana-de-açúcar.

Hoje, te chamo avô: Vem me ajudar a olhar, outra imensidão. A imensidão do mar que sonhei ousar conhecer e navegar. Navegar numa vida de muitos renascimentos, sempre carregando comigo um tanto da tua força e teu imenso amor.

Hoje tenho o mar como meu vizinho de porta, quando tenho a mesma idade que você, no tempo que me “autorizava” navegar na sua carroça puxada a bois. Sei que este mar (meu vizinho) nunca chegaste a conhecer, mas também eras, como eu, apaixonado pelas águas, pelos rios e pelos córregos, ainda tão límpidos naqueles tempos.

Quanta intimidade teríamos a dialogar, não é?

Vem, para matar a saudade, me ajuda a olhar a imensidão deste mar!

 

Por Maria Luiza Kuhn, 30 de abril 2021

Publicado na categoria: Coluna da Maria Luiza
Quarta, 28 Abril 2021 21:41

"Por Paixão aos versos..."

Por paixão  aos versos...

Busquei uma forma mais atrevida

Vislumbrei teu corpo

Admirei teu verso

Enamorei teu rosto

Li por tuas linhas...

 

Por uma forma mais acanhada

Vislumbrastes meu jeito

Admirada e sem jeito

Não pôde...

Não teve saída...

Leu-me, entre linhas...

 

Entusiasmei-me pelo fato

Apostei na sua atenção

Não pude...

Não tive saída...

Escrevi-te em resposta

 

Por paixão

aos versos...

Mandei um beijo

Ao teu coração...

Publicado na categoria: Poesia
Quarta, 28 Abril 2021 10:51

Longe...

Meus olhos arenosos das leituras do dia,

Puseram-se doídos após treze horas.

Este tempo que se esvai sem valia,

Por meu peito que só, e longe só, choras.

 

Meus ouvidos que suportaram blasfêmias,

Selaram-se para os ruídos das noites.

Este sonido que me vem em ventarolas efêmeras,

Por meu sonho que só, em seus secretos deleites.

 

Seus cabelos de loiros à acinzentados,

Deixaste à mim como provas e legados.

Faz-me teu, sempre teu, num olhar amendoado,

Nos braços da chegada e em beijo açucarado.

 

Esta noite mais te quero, de teu gosto saciar,

Vou despir-me desta alma e ao longe te buscar.

Seu carinho me faz falta, falta de me encontrar,

Já corri por este mundo, mas em ti está meu lar.

 

Toalá!

 

 

 

 

                                                                   L'(Max)

Publicado na categoria: Poesia
Quarta, 28 Abril 2021 03:33

RB - POEMINI 005

Publicado na categoria: Poemini

O Portal Casa da Poesia tem o prazer e o privilégio de trazer a público o resultado da primeira votação do concurso  "Autor do Mês", consagrando no mês de Abril de 2021 a Autora Maria Luiza Kuhn!

Saudações Maria Luiza....
Parabéns!


Veja o Perfil do Autor : 

 

 

 

"Veja quem participa do próximo mês"

Publicado na categoria: Noticias
Terça, 27 Abril 2021 11:47

Café Filosófico...

Alguns anos atrás, mais precisamente final de 2002, estava lotado na CPFL em Campinas e naquela época iniciava-se um projeto no instituto CPFL chamado Café Filosófico, onde o tema básico era literatura! Achei o máximo a iniciativa e participei de alguns.  Sabia do potencial do projeto, da qualidade e da expressão do instituto, porém não imaginaria a proporção que gratificantemente este que é hoje um dos principais encontros entre literatura, poesia, filosofia, e humanização que conheço.

Fundado em 2003, com sede em Campinas (SP), o Instituto CPFL é a plataforma de investimento social privado do Grupo CPFL Energia, responsável por integrar os programas sociais, esportivos e culturais do grupo em uma única rede.

A partir de 2020, o Instituto CPFL fortaleceu a frente de assistência social com investimentos nos programas CPFL Jovem Geração, que apoia iniciativas voltadas para o futuro das novas gerações, e CPFL nos Hospitais, que apoia projetos de humanização e melhorias em hospitais públicos.

Também fazem parte das atividades do Instituto CPFL as gravações do programa Café Filosófico CPFL, realizado em parceria com a TV Cultura e veiculadas na emissora, além de outras atividades que acontecem na sede do Instituto CPFL, como as Exposições de Arte e o mês de celebração da cultura chinesa.

Programa de TV e projeto de conteúdo digital audiovisual. Uma das iniciativas de maior relevância e reconhecimento público do Instituto CPFL na área cultural é o Café Filosófico CPFL. Desde 2003, os encontros são gravados na sede do Instituto CPFL, em Campinas, transmitidos via lives nas redes sociais, disponibilizados gratuitamente na internet, editados e exibidos na TV Cultura.

 

Vale muito conferir!

 

Todos os programas e lives ficam disponíveis gratuitamente nos canais do Youtube do café e do instituto. Conheça os formatos do programa:

 
>> Lives de gravação do café filosófico cpfl exibidas a cada quinze dias, às quintas, 18h, no canal do café no Youtube:

 

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Publicado na categoria: Noticias
Segunda, 26 Abril 2021 11:11

*Meu Nome*

 

Sobrou neste tempo

Horas a contar

Papel seco poupando palavras

 

Sei qual é o meu nome

 

O sorriso procurado

As janelas enviesadas

A vontade contornada na música que se deixa ouvir

 

O olhar a tudo encerra

 

Até que se encontre o meio fio da meada

Deixo-me assim:

 

Ao sabor - do recomeço...

 

Angela Lazzari

 

(Aos vinte e seis dias do mês de Abril de 2021).

Publicado na categoria: Poesia
Segunda, 26 Abril 2021 10:51

*Dias e Noites*

 

Nos vidros da janela

Desenhadas estão as histórias

 

Não são minhas

 

Ou é sonho

Ou enganos

 

Sou pedaços

Todos os dias

Fiapos

Todas as noites

 

Indecisa

Movo-me pela rua encharcada de chuva

Umedecendo cicatrizes

Removendo máscaras azuis festivas

 

Sou horas esquecidas em demasia

Pedindo arrego ao silêncio

No abrigo da madrugada

Que se esvai por entre os dedos

 

Angela Lazzari

(Aos vinte e seis dias do mês de Abril de 2021).

Publicado na categoria: Poesia
Segunda, 26 Abril 2021 10:45

*Afetos, Olhares e Tempo*

 

Dos afetos reinventados

Em todas as horas

Refaço a cor crepuscular

E ajeito ramos de celebração

 

Como o som do silêncio

Que procura sílaba por sílaba

Ajeitando asas de pássaros

 

O olhar invernal ergue-se na lonjura do horizonte

Enganando as minhas mãos

Despidas

Prendendo-me na cor magenta

De um tempo, que de mim,

Nada sabe.

 

Angela Lazzari

 

(Aos vinte e seis dias do mês de Abril de 2021).

Publicado na categoria: Poesia
Segunda, 26 Abril 2021 10:39

*À Primeira Vista*

 

Não retomo às ruas antigas

Abrigo de casebres trancados em ferrugens

 

Basta-me a picareta

Que sangra o sangue

De um vermelho corrosivo

 

Peito que mói o fino grão do desespero

Na procura do pão salvador

 

Nada consola

O nado da existência

 

À primeira vista

O vinco na face

 

E na última linha

O tiro certeiro de um milagre escondido

 

Angela Lazzari

 

(Aos vinte e seis dias do mês de Abril de 2021).

Publicado na categoria: Poesia
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