Aplicado o filtro por Data: Janeiro 2021

Domingo, 28 Fevereiro 2021 10:40

*Versos de bailarina*

 

Meu silêncio fala.

No vazio do vento,

Na irracionalidade do tempo,

E nas palavras que te deixo.

 

Minh’alma cala.

No anonimato da tua ausência,

Nas folhas soltas,

E no sol que te aquece.

 

Meus olhos se fecham.

No vazio imenso quando não te vejo,

Nos passos frios que a noite me prepara,

E na ânsia miraculosa da tua vinda.

 

Minha ternura te sorri.

No alento da tua mão tão verdadeira,

Na embriaguez do teu olhar que me traz alento,

E na docilidade da mágoa que te oprime o peito.

 

Meu ser te contempla.

Nas páginas em branco do teu novo sonho,

Na fragilidade dos teus dias que te abençoam,

E na paz sublime que te desejo, a cada dia, num novo alvorecer.

 

Minha ternura transporta o tempo.

No carinho que transborda pela tua felicidade,

Na compreensão que te entrego,

E na chuva fresca que te consola a alma.

 

Minha vida por ti renasce.

No céu que te une ao universo,

No teu medo secreto que te faz menino,

E no segredo guardado que retenho,

Em teu colo,

Meu singelo abrigo.

 

Não encontro rimas perfeitas.

Não procuro palavras certas.

São sentimentos únicos.

Especiais.

Que derramo das minhas entranhas,

No embalo do teu abraço,

Que me acarinha, e que me envolve, em divino laço.

 

Poesia de bailarina.
Versos de menina.

 

Angela Lazzari

 (2015)

Publicado na categoria: Poesia
Domingo, 28 Fevereiro 2021 10:27

*Teu silêncio amanhece a minh'alma*

 

Galguei pelas minhas lembranças,

Nessa viagem pelo tempo,

E tentei descobrir, sem nenhum alarde,

A tua e a minha cumplicidade.

 

Busquei em minha imaginação,

Nesse itinerário tão efêmero,

E tentei desvendar, a despeito do medo,

O teu e o meu divino segredo.

 

Vesti-me de todas as primaveras,

Despi-me dos brutais e insensatos invernos,

E conjuguei, em unanimidade, num infinito êxtase,

A tua e a minha existência,

(abandonei toda a minha resistência).

 

Descobri nesse caminho quase louco,

Em que o teu regresso nunca é pouco,

Que mesmo que eu rume para um lugar desconhecido,

Meu peito tem por ti um sentimento desmedido.

  

E nesse desvendar sem sentido,

Nesse tempo que escoa e que esculpe a saudade,

Mesmo sendo o teu gesto simples e mudo,

Ele apaga, da minha insanidade,

As noites úmidas e frias,

Ele estende a minha eternidade,

Por todos os dias.

 

Nada tenho de tão melhor para te ofertar,

Pouco sobra da minha imperfeição para te doar,

Somente esse pequeno e singelo bem querer,

E, por fim, te dizer:

 

Teu silêncio amanhece a minh’alma.

Minh’alma em teu silêncio amanhece.

 

Angela Lazzari

 

(Agosto de 2015).

Publicado na categoria: Poesia

 

Tenho aqui comigo, cá dentro, o teu conhecimento prévio...

Assim como um aconchego borbulhante,

Infinitesimal,

Que recobre o peito em heras de esperança...

 

Sei-te presente naqueles sonhos aflorados em tua pele,

Estrelas melodiosas que recobrem teus olhos perdidos,

Vestindo cada segundo em que partilhas o teu corpo, ao meu,

E dir-te-ia que és único – pois tu és...

 

Brota do teu ser as mais belas conjecturas,

Vestindo em seda a mágoa que te faz carente,

Regendo a poesia,

Melodiosamente...

Que cai em veste branca, em uníssono...

 

Sei bem (e ao certo) que a tua liberdade de gestos,

Amparam a tua terra húmida,

Dando ao solo a enormidade de bens que carregas em pensamentos,

Particularmente teus...

 

Tu’alma volita desprendida de carinhos extremos,

Acendendo a tua chama que faz comunhão com o teu infinito,

Deixando-te assim,

Livre,

Para cuidar e cultivar as estrelas que te prenunciam...

 

E sem que percebas,

Pisas o paraíso...

 

Transbordas o sorriso, àqueles que te são mais caros,

E te tornas visceralmente translúcido.

 

E deixas-me – também,

Sem que eu note – embora eu me sinta,

Suavemente inteira...

 

Diante de tudo isso que eu ouso chamar de Essência...

Diante de tudo aquilo que pretendemos chamar de Amor...

 

Angela Lazzari

 

(Novembro de 2015).

Publicado na categoria: Poesia

 

Desfiz-me de todos os meus lutos,

Destas fantasias acetinadas,

Destas incertezas cheias de calosidades,

Que teimavam em te fazer ilusão ressequida em meu diário...

 

Tornei-me sombra verdejante em teu peito,

Borboleta que tece desenhos, na tela iluminada da tu’alma,

Sobrevoando um horizonte jamais sonhado,

Permanecendo,

Batendo asas,

E curvando-me cegamente ao teu coração,

Que há muito, deixou de ser saudade...

 

Cheguei a falsear o tempo,

Nublando o meu silêncio,

Descosturando todos os fios emaranhados que teci cá por dentro,

Só por ter medo de perder-me dentro de minhas próprias fraquezas,

E entristeci...

 

............................................................

 

Mas hoje,

Aquela esperança teimosa,

Passeante das madrugadas que não ousavam deixar meu afeto adormecer quieto,

Tornou-se amanhecer borbulhante,

Arco íris rutilando cometas e colibris...

 

E sem que eu desse por mim,

Quando voltei o meu olhar ao encontro do teu abraço imperante,

Recordei-me...

Recordei-me dessa inquietante espera,

Onde o tempo insistiu em prolongar o próprio tempo...

 

E no cintilar das palavras, tu te tornaste a luz irreverente do poema,

Ganhaste a beleza do meu jardim, atapetado da tua essência,

Permanecendo intacto em meu âmago...

 

E assim sobrevives aqui como a luminosidade,

Como a eternidade acalorada na junção de nossos lábios,

Subsistindo como Amor...

E como devoção....

 

E consegues no rodopio dos dias,

E na proporção exata,

Revolucionar esse meu pequeno céu estrelado,

Encurtando todas as distâncias que outrora existiram,

Entre o meu ontem,

 

E o nosso Amanhã...

 

Angela Lazzari

 

(Novamente em um dia qualquer do mês de Dezembro de 2015).

Publicado na categoria: Poesia
Domingo, 28 Fevereiro 2021 09:58

*Quando esse poema se tornar saudade*

Quando esse poema se tornar saudade,

E teimar em fazer dos teus olhos,

Um jorrar de palavras em arco íris,

Saberás que aquele tempo,

Outrora silencioso e passageiro, que falseou as horas,

Continuará encantando a beleza das horas enternecidas,

Que passo ao teu lado, em grandeza do tamanho do mundo...

 

Abraçarei essa saudade itinerante,

Espaçada numa curva perfumada das tuas mãos

Que me inebriam pelo toque,

Em meus ombros desnudos,

Nesse desejo imensurável,

Cambaleante,

Feito peregrino sedento de lábios...

 

Da varanda acastanhada dos meus olhos,

E das pupilas brilhosas dest’alma,

Observo-te em dissimulações,

Chamo-te em calor incendiado, na minha memória...

 

Tu serás sempre o afeto mais gentil,

A borda mais colorida e tecida em sentimentos brandos,

Permanecendo intacto e flutuante....

 

Quando esse poema se tornar saudade,

E quando nada mais restar de tão nobre,

E de tão imperioso,

Todo este peito vergado e aspirante,

Guardará segredos soberanos da tua presença...

 

Uma doce melancolia retorna suave,

Sentida dos teus gestos premeditados...

 

Uma distância inexistente agora mesmo te alcança,

Em gotículas de amar,

Renascendo no espaço ínfimo que deixaste aqui,

Em minha moradia, aquecida em versos tênues, numa tonalidade única...

 

Alcançarei o horizonte do teu corpo,

Em estado de graça,

Comemorando a vida nesse silêncio atemporal,

Transparente...

Transbordante de sabor sigiloso,

Vestido da nossa comunhão...

 

Sem refúgio...

Sem paradeiro ...

Escrito no livro da vida, no caminho do vento,

E no ar da noite Sagrada...

Que jamais se extinguirá,

Ao encalço de todas as horas...

 

...Quando esse poema se tornar saudade....

Angela Lazzari

(Em algum dia do mês de Dezembro de 2015).

 

 

Publicado na categoria: Poesia
Sábado, 27 Fevereiro 2021 22:05

Profundidade em teu olhar

Profundidade em teu olhar

 

Teus olhos me enchem de vida
Tuas são, todas as expectativas de alegria
Abraços repletos de saudades.

 

Teus olhos me enchem de vida
Vida que vai sendo consumida
Intensamente, é como vou vivendo.

 

Não consigo tirar meus olhos dos teus
Mergulho nesse oceano de profundas emoções
Livre de mim, percorro sem desanimar.

 

O teu olhar avassalador adentra o meu ser
Tão temido quanto incompreendido
Nossos olhares se encontram nos labirintos das recordações.

 

Pelo teu olhar me apaixono
E pela vida que ainda não vivi
Viverei !
Projeto que assumirei /assumo.

Publicado na categoria: Poesia

 

SUPLICO POR ÁGUA.

 

Eu suplico por água.

Água que tudo lava: A alma. O pecado. O santo. O profano. O desespero. A sede. A fome. A injustiça. A tristeza. Água que me permite comemorar a dança da alegria, no doce dos dias.

A boa água que traz emoções e boas lembranças. Lava as mágoas de más águas.

Eu suplico água para o sertão, suas plantas, suas famílias de humanos e de animais. O equilíbrio de água mansa para a fúria das cheias.

Eu suplico pela água que mora em mim e me transborda lindamente de compaixão.

Água no chuveiro para meu banho-de-cheiro diário, despertando minha gratidão pelo dia e permitindo deitar limpa da faina. Eu e todos.

Água na cachoeira para a deusa da água doce se banhar nas madrugadas e bem dizer o dia que nasce, deitando no rio as bençãos da vida.

Água do lago límpido e profundo para lembrar a grandeza de cada vida.

Água do mar, oh, mar!, imantado de bênçãos e incansável de ondas e de vida. Suas divindades vestidas em trajes de gala fazendo festa à humanidade.

Eu quero água. Água para me banhar e me abençoar.

Água para limpar o meu dia de tantas notícias ruins. Limpar o mau cheiro da ferocidade do capital a fabricar lucros virtuais e derrubar “índices” financeiros denominados “mão invisível do mercado”.  Mãos que tem nomes. Nomes de cifras enormes.

Limpar o ódio cultivado nas redes mundiais de comunicação, ditas “quase invisíveis”.

Eu quero rios transbordantes de água límpida a regar todos os povos. Ribeirinhos ou não. Regar de fartura, de pão e de amor. Águas que nos façam verdadeiramente irmãos.

Águas que ensinem cooperação e nunca competição. Generosas e igualitárias. Águas que ignorem origens, cores e raças. Pátrias, territórios e idiomas. 

Águas que apenas reguem e vitalizem, por ser este o único propósito a cumprir.

Água eu te suplico: sobreviva!

O homem e seu lixo serão detidos. Você será sempre soberana, pois ao homem, posto nu de tanta água, restará redescobrir a sua verdadeira magnitude.

Maria Luiza Kuhn

 

fevereiro de 2021

Publicado na categoria: Coluna da Maria Luiza
Quinta, 25 Fevereiro 2021 17:48

Novo!!!

 

Novo...

 

É estranho sentir novamente!

É bonito ser o sentido do sentido... 

Se é que faz sentido... 

Essa minha vontade incontrolável 

De tudo de seu mundo! 

E as borboletas que voltaram,

Bem antes da primavera.

Em meu corpo repousavam,

Aguçando minha espera.

O alvorecer pintou-se,

Não mais roxo azulado.

Um novo tom fundiu-se,

Entre vermelho e dourado.

Meus sonhos de candelabros,

E os fantasmas de meus anos,

Dissipados pelo doce perfume,

De um vento morno descomedido.

O furor dessa tempestade estática,

Elétrica e sem resquícios de pudor,

Trouxe-me a tenra vontade lúdica,

Despir-me-ei em salutar torpor.

E de tudo seu mundo irei orbitar...

"..."

L’(Max) 27.09.08

 

 

 

 

Nouveau...

Est étrange de sentir encore!
Est beau d'être le sens du sens...
Si c'est cela a de sens...
Ma volonté indisciplinée
De tout de votre monde!
Et les papillons qui sont revenus,
Beaucoup avant le printemps.
Dans mon corps ils ont posé,
Aiguiser mon attente.
Poindre a mis sur maquillage,
Aucun plus pourpre bleuâtre.
Un nouveau ton a fondu,
Parmi rouge et or.
Mes rêves de lustres,
Et les fantômes de mes années,
Dissipé par le parfum sucré,
D'un vent tiède immodéré.
La rage de cette tempête de l'statique,
Électrique et sans traces de la honte,
M'apporté l'auf de la volonté tendre,
Je déshabillerai dans torpeur salutaire.
Et de tout votre monde gravitera...
"... "

Publicado na categoria: Poesia
Quinta, 25 Fevereiro 2021 17:37

Jardim das emoções

Jardim das emoções
 
Naquela noite, o prometido eclodiu do meu ser
Negando-se a acreditar
Que a verdade um dia triunfaria.
 
Deitado no jardim das emoções
Sendo iluminado por estrelas cadentes
Me sinto consolado por tua ausência.
 
Deixo o amor prevalecer
Enquanto adentro o labirinto de minha alma
É o encontro da solidão.
 
Feito nunca conquistado :
Dominar as emoções que atormentam o dia inteiro
Enfim, estamos habitando o mesmo jardim das emoções secretas.
Publicado na categoria: Poesia

 

Uma programação online para quem gosta de literatura pode ser conferida pelo público de Jundiaí (SP) no mês de fevereiro. A Biblioteca Municipal "Prof. Nelson Foot" oferece um clube de leitura em versão online, o podcast "Falando de Livros" e as recitações das "Gotas de Poesia".

O conteúdo está disponível no site da biblioteca, enquanto o espaço continua fechado por conta da pandemia da Covid-19.

Para quem se interessar pelo Clube de Leitura, o encontro será nesta quinta-feira (25), às 16h, via plataforma Google Meet.

O livro trabalhado neste mês será "Na solidão das palavras eu me encontro", de Márcio Martelli. Para participar, os interessados devem se inscrever neste formulário para receber o e-book cedido por uma editora parceira do projeto.

Outra novidade da programação de fevereiro é o lançamento do podcast "Falando de Livros". O conteúdo quinzenal tem o objetivo de incentivar o hábito da leitura por meio de dicas literárias, curiosidades, serviços e ações da biblioteca e de outros serviços que dialoguem com a leitura.

Os episódios ficam disponíveis gratuitamente no site da biblioteca e em uma plataforma de streaming. O primeiro episódio traz uma entrevista com Nelma Araújo, autora do livro "As Aventuras das Marmotas".

O lançamento do projeto "Gotas de Poesia" também faz parte da programação de fevereiro. Nessa ação, servidores da biblioteca recitam poesias selecionadas ao público.

 

Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (11) 4527-2110.

 

 

 

 

Matéria Original G1 Sorocaba e Jundiaí

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