L'(Max) - Luciano Petricelli

Quarta, 16 Dezembro 2020 10:11

Família Virtual!

Família virtual...

 

Imensa família virtual,

Confraria de emoções.

Como um contínuo luau,

Abrasa nossos corações.

 

Em uma noite tardia,

Achei ternos amigos.

Calor no peito fazia,

Aliviava os castigos.

 

Fiz desta minha morada,

Onde as letras escoam.

Sinto a mente revirada,

Quando seus poemas entoam.

 

Meus confrades, meus irmãos,

Reis Poetas e Rainhas Poetizas.

Minha alma honrada por tantas mãos,

Brilha e flutua por suaves brisas.

Quarta, 02 Dezembro 2020 19:07

Nada que se escreve se deve!

Nada que se escreve se deve.

Os pratos e taças sobre a mesa de jantar,

Nada acusam além da solidão de dois dias!

 

As juras de amor desbravadoras do início,

Sempre parecem mais corretas do que são.

Aquele amor inexato que corre as veias,

Não dura mais que os dias que se foram.

Tesão de viver a dois nada vale em um só,

Ostentando os segundos de um relógio antigo.

Amei e a mim valeu um verdadeiro sonho,

Navegar em letras de paixão apesar do sono.

Demências de não estar só nos dias frios,

Relutâncias de um acaso unicamente insólito.

Estive dopado por uns calafrios viscerais,

Por um triste naufrágio em meu cais.

Outra vez o destino implacável mostra-se,

Dono de todo o saber mesmo que acéfalo.

Entorpecido ainda com os dizeres mórbidos,

Com a alma inflamada pela descrença do ser.

Odiando meu próprio ódio de quase nada,

Resgato alfarrábios e cadernos antigos,

Rasgo as mesmas juras vivas muitas vezes.

Escuto aquela música antiga sem porque,

Relembro a lembrança de esquecer.

 

Nada que se escreve se deve.

Os sonhos e desejos de me encontrar,

Nada cursam além de minhas vidas vadias!

Sexta, 04 Dezembro 2020 18:57

A Chama Apagou...

A chama apagou!
O Dragão engasgou,
A voz se calou,
Palavra doce azedou!

Morreu o pensamento,
Esvaiu-se o momento.
Fugiu o sentimento,
Ululando com o vento.

Matei a convicção,
Murchou o coração.
Perdi a aptidão,
Que assobiava na canção.

Ceguei o meu caminho,
Resolvi andar sozinho.
Procurei não ter carinho,
Mergulhei num mar de espinho.

Na busca de folgais conforto,
Me perdi ao ir de encontro.
Corri de um lado a outro,
Descobri que o amor é torto.

Quinta, 03 Dezembro 2020 18:42

À Beira Mar...

A noite caia sobre o cais,

Com sua cálida brisa de verão.

O resplandecer da lua nos vitrais,

Chispou o peito acendeu sua emoção.

 

Os olhos azuis brilhavam,

O desejo lhe empurrava.

Lembrou do quando caminhavam,

E da maré que os molhava.

 

Saiu no impulso e bateu a porta,

Fitou que o vazio não mais contorna.

Sentiu o vento e a saudade morta,

Em segundos tocava a na areia morna.

 

Extasiada de fronte as ondas,

Vislumbrando o branco da espuma.

Gritou ás estrelas – Não se escondas!

Correu para o mar sentindo a bruma.

 

Pensou; cá na água sou sereia,

Partirei tal qual Escuna.

Matarei o amor que me margeia,

Rogarei ao céu para que nos una.

 

Naquele lapso momentâneo,

Doou a vida e os seus planos.

Um arrepio subcutâneo,

Revelou os seus enganos.

 

A sordidez da arrebentação,

Levou-a de volta praia.

Cerrou  os punhos, pôs-se ao chão,

Contorceu-se em agonia como lacraia.

 

Como a tez úmida de seu rosto,

O gosto salobro de sua boca esvaiu-se.

Fez-lhe triste e o oposto,

Nauseando como louca, despiu-se.

 

Nua como as conchas ao seu lado,

Insegura, pois do mundo se perdeu.

Em desespero proferiu um brado,

E inesperadamente percebeu.

 

 

 

A noite caia sobre o cais,

Com sua cálida brisa de verão.

O resplandecer da lua nos vitrais,

Acordou-lhe de um sonho em vão.

Quarta, 02 Dezembro 2020 18:36

À Deriva...

No gélido mar de meus pensamentos,

Encontro-me navegando.

Cruzando um oceano de incertezas,

Diante de uma nau sem leme.

 

Vagando por um convés vazio,

Olhando e fitando as estrelas a cair.

Desejo de nós...

 

Na cama aquecida por teus sonhos.

Reluzente ainda esta nossa presença,

Ganhando forças para ficar,

Acumulando os prenúncios de uma vida.

 

No mar alto de nossa paixão,

Nas condolências do dia a dia,

Reforço nossos laços.

 

Vivo a grandeza de nossa existência,

Sinto o furor de nosso Amor.

Cálido rubor em minha face,

Retomo meu rumo! Você...

Segunda, 23 Novembro 2020 15:55

VOLTAR

Eu correria mil quilômetros
Só para estar com você
Eu atravessaria oceanos
Só para tocar sua pele mais uma vez

Eu sou assim, mas não entendo
Você não sabe o quanto estive em você
Para poder encontrar o caminho
De volta pra casa

Sem você à me esperar
Eu nunca respiraria novamente
Eu choraria rios de lagrimas por você

Hoje de volta para casa
Não existe nenhuma chance,
Te direi porque
Um coração partido sempre estará partido

Tentei dificilmente fazer você me amar
Peleei muito só para te alcançar
Agora eu vejo que foi inútil pensar que você
sentia da mesma maneira

L’(Max) 08.10.2017

Quinta, 19 Novembro 2020 09:14

A Paz de Meu Silêncio...

Em meio ao barulho da multidão há paz,

Límpida e aconchegante de um olhar fugaz.

A noite enluarada trouxe a mim o paraíso,

Uma brisa ululante me devolveu o juízo.

Ouvi no vento um passado azul-infante,

Que sem piedade me mostrou o diante.

A paz do meu silêncio foi quebrada,

Agora é grito, é força e mais nada.

Assim ouvi o estatelar em uníssono,

Senti o doloroso despertar do sono.

E a alma renovou-se como um corte,

Cheguei buscar dos desejos a morte.

A paz do meu silêncio tornou-se o frio,

Sinto desgastar-me como pedras de rio.

A razão me mostra o solstício logo à frente,

E o final dessa tempestade negra e demente.

E no intenso, breve e claro, sol brilhar,

Farei a luz de o meu próprio dedilhar.

Aqueles sonhos que tornaste escuridão,

Nunca mais em teus amanheceres serão.

Despir-me-ei das inserções de minhas rugas,

Serei cuidadoso ao trepar com sanguessugas.

Para mim não serve mais paixões sem nexo,

Esse total e desvairado entregar-se por sexo.

Farei de minha vida um aprender constante,

Olharei para esse mundo por mais distante.

Claro! Meus sonhos são maiores que o mar,

Indubitavelmente irei descobrir o real amar.

Quanto ao eminente errar quando se flerta,

A dor é menor se for com a cabeça certa.

Reviverei de minha inerte angustia crua,

Terei o inicial sentido de uma alma nua.

Como doce poesia, desenharei novas trilhas,

Serei arrimo de todo amor em minhas filhas.

A paz do meu silêncio é latência dos meus dias,

É o tramitar das vontades açucaradas em alegrias.

Serei novamente o silêncio certo e conciso,

Manterei em minha face o sincero sorriso.

Enfim exaltarei o eu daquele olhar fugaz,

E assim na paz do meu silêncio, terá paz...

 

L’(Max) 16.08.08

Sexta, 13 Novembro 2020 11:17

O Laço...

Faço crasso 
       de suas pernas
                   Meu próprio Laço!

L'(Max)

Terça, 10 Novembro 2020 14:20

Acalanto

Em sorriso és breve,
Alma quente e leve.
Perfume de flores,
Aguça teus sabores.
Mágica dos sentidos,
Frenesi de minhas libidos.
Tez suave de pêssego,
Culminar de meu apego.
Flerte vivo em teu olhar,
Peito livre para amar.
Teu corpo em alerta,
Rosa entreaberta.
A entrega em teus lábios,
Em meio a afagares cálidos.
No jeito de menina se acanha,
Mas, és na cama doudivana.
Na emoção o pranto,
Doou-me um encanto,
Perfeito acalanto.

L'(Max) 13.09.05

“varium et mutabile semper femina”
Terça, 10 Novembro 2020 13:38

Tez Suave que és tua

Tez suave que és tua.
Desejo incontrolável de tê-la nua.
Vontade de tomar suas caricias,
Provar teu gosto, tuas delicias.
Sentir teu cheiro, teu calor,
Emudecer o teu clamor,

Amor. Amortizar os delírios.
Prender-me em teus sonhos,
Perder-me em teus braços.
Provocar-te frisson,
Sussurrar-te nosso tom.
Encontrar em ti meu “Om”.

Navegar brandamente teu olhar,
Tatear com lábios, seu despertar,
Em teus desejos cavalgar.
Com toques saciar-te à libido,
No ferver de um gozo incontido,
De meu corpo ser banido.

L'(Max) - 08/06/05

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