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Sábado, 03 Setembro 2016 20:10

Conte Comigo...

Publicado na categoria: Poesia
Sábado, 03 Setembro 2016 11:04

Saudade não tem Plural

 

Saudade...

 

Saudade não tem plural.

Eu descobri isso e dou viva,

Porque ela é algo tão grande

Que se fosse mais de uma,

Ninguém resistiria.

É uma coisinha que aperta,

Emudece, mata bem mortinho

Tudo o que sobrou da gente.

E todo mundo sente saudade.

Saudade da infância, dos brinquedos

Daquela casa bonita e atrativa

Onde a gente passava os Natais,

Dos passeios aos domingos,

Dos nossos avós,

Saudade daquela menina linda

Que não deixava a gente dormir...

De tanta saudade.

Eu tenho saudade...

Lembro-me do meu mundo

De tempos atrás.

Como era bom correr

Livre e despreocupado,

Esperar Papai Noel e

Cuspir de boca cheia na cabeça

Dos que passavam

Lá em baixo na rua.

É um devaneio.

A gente vai indo, indo, pensando,

Recordações e mais recordações

E aí bate aquela vontade enorme

De voltar no tempo

E começar tudo de novo.

Nesse retrocesso,

a gente esquece a realidade

e de repente um choque...

Estamos calados

Com a boca seca e

O peito apertado.

Foi ela...

...A sangrenta saudade

Está dilacerando o peito

E balançando a nossa cabeça.

E por fim, esboçamos um sorriso

No canto dos lábios e

A vida continua.

Daqui a pouco, ou

sei lá quanto tempo,

estarão sentindo saudade

de mim e de você.

Aí sim, a vida continuará

Guiada pela

Saudade plural.

 

Renato Baptista

 

Saudade é um substantivo abstrato, portanto não pode ser numerável...

Publicado na categoria: Poesia
Quarta, 31 Agosto 2016 22:05

Apenas Poemas

Apenas Poemas

 

Nem ousem perguntar

Porque escrevo poemas

Simplesmente entalho versos

Usando palavras prontas

Invento um mundo

Traduzo o meu amor

Brigo e canto

Canto e brigo

Como um esgrimista

Da espada cantante

Não queiram saber

O porquê dos meus poemas

Eles nascem, gritam

Persistem e não morrem

Mas eles têm segredos

Sentimentos rebuscados

Buscados no fundo da minha alma

Que se expressam

Na minha brincadeira de poetar

Com palavras mágicas

Que se sucedem, compõem

Minha melodia imortal...

São meus poemas

E não queiram abraçá-los

Não os amem

Apenas deixem

Que eles os toquem

Sintam-nos

Mas deixem que eles sejam

Apenas poemas

Simples poemas.

 

Renato Baptista 

Publicado na categoria: Espaço Renato Baptista*
Quarta, 31 Agosto 2016 22:01

Capturando o Universo

Capturando o Universo

 

Só vivendo os minutos

Cada um deles

Imaginando o tamanho do tempo

Medindo a velocidade do vento

Rasgando paredes com as unhas

Uma vida assim é demais

Que se criem sonhos

Que o mundo dê colo

Que o amor prevaleça

Sempre

E sempre

E sempre

E se cada nuvem guardasse um tesouro

Eu iria querer que o céu fosse branco

E se cada estrela no céu tivesse um pouco de você

Eu iria capturar o universo e guardá-lo num beijo meu.

 

 

Renato Baptista 

Publicado na categoria: Espaço Renato Baptista*