Sábado, 27 Novembro 2021 12:17

FUTURO - O sinônimo da Incerteza

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PENSAR SOBRE O FUTURO NUNCA FOI TÃO COMPLEXO

                    A construção do futuro sempre desafiou o imaginário das pessoas médias. Antes de seguir é necessário definir esse conceito de “pessoa média”, como sendo aquelas que têm um tanto de conhecimento geral sobre política, ciência, religião e outro tanto de ignorância sobre esses mesmos temas. Em outras palavras não são os especialistas sobre essas matérias nem absolutamente nulos sobre isso.

              São as pessoas que encontramos no nosso cotidiano, pessoas como eu ou como você. Nenhum cientista einsteiniano e nem um parvo completo entram nessa lista de pessoas médias.

               Com a chegada do final do ano, é que mesmo se suscita essa reflexão, a mística do Ano Novo quase clama que façamos essa retrospectiva dos últimos tempos e tracemos as perspectivas para o próximo. Quem tiver pronta sua lista de projetos para o ano que vem, por favor levante a mão!

               Mas isso nunca foi tão difícil. Nos encontramos numa fase em que as previsões mais otimistas dão conta que tudo vai retomar seu lugar novamente, porém, há, em igual intensidade, as previsões negativas que tudo voltará ao estágio de um ano atrás, com o recrudescimento da infecção.

               Não entraremos aqui no mérito do que aconteceu, de quem é a efetiva culpa disso tudo (infecções, mortes, dissenso, etc.), mas para falar de futuro é preciso tentar avaliar como isso aconteceu.

                Ira divina, guerra biológica, acidente ao acaso, ataque terrorista entre outras hipóteses são aquilo que podemos mencionar como sendo o “pontapé inicial” do que mudou a forma do mundo se conduzir para sempre. Nada nunca mais será igual.

                E a pergunta clássica, pois falamos de futuro, é se teremos aprendido alguma lição, se tudo o que se passou será capaz de trazer um comportamento diferenciado capaz de impedir uma outra – talvez mais catastrófica – invasão viral? Ou será que vamos simplesmente esquecer tudo e repetir os mesmos erros num futuro, nem tão distante?

                Olhar para trás é a forma de prever o que pode vir pela frente. Será que aprendemos com as catástrofes do passado?

  • Pela tese da ira Divina, comecemos pelos desastres bíblicos: o mundo nos tempos de Noé era depravado e imoral a tal ponto que o Criador decidiu por fim a tudo; mais tarde Sodoma retorna com os mesmos comportamentos e também acaba destruída... Não há como negar que vivemos tempos em que a moral não é o maior alicerce da nossa sociedade.

                 Com suas exceções a confirmar a regra, o desvario toma conta, a falta de respeito pela vida, pelo próximo, o abandono de princípios morais grassa por diversos momentos que assistimos pasmos nos noticiários em geral. Seria um aviso para evitar uma represália mais radical do Criador?

  • Sem xenofobia, uma vez que nada tenho contra a China ou seus habitantes, não há como negar que, de todos que puderam lucrar algo com o que aconteceu, a China encabeça a lista, dando causa a uma sinofobia (que já acontecia de certa forma no aspecto comercial) generalizada em muitos países.

                  E porque esta coluna objetiva a reflexão, devemos perguntar: teria sido proposital? Sabemos dos livros de história que em alguns momentos da humanidade algum povo de diversas nacionalidades buscou a hegemonia mundial: o império Romano, os Vikings bárbaros, os alemães nazistas, etc.

  • Admitir o acaso seria opção para quem também acredita que tudo que há no planeta é obra do acaso. De um caldeirão resultado do “Big-Bang”, ao acaso, as moléculas de CHON* (carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio) se encontrariam nas proporções ideais dando origem ao primeiro composto com perspectiva de vida.

                   Novos acasos se sucederiam, com mutações genéricas, mas adequadas, juntando e diferenciando substancialmente tais moléculas, até o surgimento do primeiro ser unicelular. Ufa! Para mim, perdoem, mas é acaso demais. A favor dessa tese há o fato teriam se passado muitos milhões de anos de erros e acertos até acontecer.

  • É quase descartável a opção de terrorismo ou de algum funcionário descontente com o laboratório de onde, dizem, escapou o vírus. Diante do sucesso obtido – foram muitos milhões de vidas perdidas – o agente do terror apocalíptico não se absteria de reclamar a autoria para colocar-se na posição de negociar vantagens para alguma ideologia tão misteriosa, quanto escusa.

                       Pensar sobre as (im)possibilidades é tudo que podemos fazer para quem quer construir um futuro melhor.

                       De outra banda de ideias, vemos um mundo em movimento: os carros elétricos, em breve, tornarão obsoletos para a mobilidade os movidos a combustíveis fósseis; estuda-se veículos movidos a água, ou melhor, ao hidrogênio que a água contém.

                      Notem que quando foi lançada a série Star Trek (Jornada nas Estrelas) os equipamentos da nave Enterprise e de seus tripulantes, ocupavam o mundo da ficção em 75% de seus equipamentos.

                       Hoje o índice é de apenas 10% de todos eles. Apenas o teletransporte na forma que era apresentada e os motores de dobra espacial continuam no mundo ficcional. Tudo mais é real e algumas coisas até superadas – como o já obsoleto ‘celular’ de flip, ancestral de nossos smartphones.

                       Robôs com alta especialização nas possibilidades de utilização, executando desde cirurgias delicadas a saltos físicos e complexos, vão passando a fazer parte já irrefutável das perspectivas de futuro. Seus filhos com a sua idade certamente terão um.

                        O carro voador já tem data prevista para a entrega das centenas de unidades já vendidas. E é brasileiro. As viagens turísticas ao espaço já são cada vez mais uma realidade, bastando para tanto ter recursos financeiros; as estações espaciais estão lá orbitando sobre nós. Logo ouviremos falar sobre uma base fixa na lua, ou ainda uma estação lunar capaz de oferecer as mais diversas opções recreacionais de turismo.

                       Não há como negar que a tecnologia apresentará surpresas cada vez mais grandiosas e com mais velocidade, pois as máquinas aperfeiçoam a si próprias.

                        Mas, fica a advertência que, para que isso tudo não desmorone como um castelo de cartas, o aperfeiçoamento científico deverá ser acompanhado do moral. E quando falamos de aperfeiçoamento moral não estamos sendo carolas achando que toda a tecnologia é coisa do “demônio”.

                       Falamos do respeito ao próximo, da abolição de preconceitos tolos, mas em especial do respeito à vida em todas as nuances que esse termo possa significar.

                       Só assim teremos um futuro promissor, que por ora, ainda é incerto e permeado de preocupações. Temos a certeza, porém, que nenhum futuro promissor, prescindirá do entendimento, da compreensão e da fraternidade que – somente com essas – será possível se trazer poesia à vida.

 

(*) C, H, O, N, os compostos biológicos são formados basicamente em sua totalidade por esses elementos químicos em variadas proporções, com ou sem a participação de outros elementos.

Lido 330 vezes Última modificação em Sábado, 27 Novembro 2021 12:47

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