Sábado, 05 Dezembro 2020 09:53

Coluna da Zezinha 3 - Conversa Com Verso

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As metáforas e os poetas são como águas do mesmo rio, os dois convivem juntos tentando sempre pescar nas águas um do outro. O peixe que vem de lá é sempre melhor. Numa brincadeira infinita os dois se desafiam, dessa convivência de amor e caça, nasce a poesia.

Conversa de poetas

Ele: O Poeta não se apaixona por retas e curvas de um corpo, o poeta se apaixona pela alma.

Ela: Verdade, sei disso

Ele: Desejo conhecer a alma dessa poetisa

Ela: ....

Ele: Que rumo segue o barco da tua alma?

 Ela: Rumo das águas tranquilas.

Ele: Sou vento forte ... posso mudar o rumo do teu barco.

Ela: Ajusto minhas velas, sozinha.

Ele: Sábia comandante. As tempestades também são imprevisíveis.

Ela: Atravesso cada uma e sempre saio mais forte.

Ele: Tua inteligência aguça a tempestade...

Ela: Depois da tempestade sempre volta a calmaria.

Ele: Na calmaria a tempestade se fará um beija-flor em voo rasante a sugar o néctar mágico da flor no barco da esperança.

Ela: A esperança atrai o beija-flor e toda a magia da natureza que floresce em cada flor que um dia foi apenas semente.

Ele: Semente intensa e voraz em terra fértil com cheiro de chuva ...

Ela: Brota

Ele: Aos cuidados do jardineiro que deseja roubar um beijo da bela flor

Ela: A flor necessita do beijo do Sol.

Ele: Teu sorriso age como brisa forte no galho que acolhe o beija-flor e esse por sua vez, em voo rasante se faz Sol nas pétalas da bela flor... sugando todo o néctar de sabor único e mágico.

Ela: As flores precisam se proteger dos jardineiros desconhecidos, uns cuidam, outros fingem trabalhar, mas não as valorizam e se divertem desfolhando-as num passatempo sem nexo enquanto observam o roseiral.

Ele: Desculpe. Vamos aguardar a próxima estação.

Dueto: Cantopoético e Zezinha Lins

Lido 236 vezes Última modificação em Sábado, 05 Dezembro 2020 10:01
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