Sexta, 19 Fevereiro 2021 14:50

O SILÊNCIO...

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“quando tudo parece morto

                                  então tudo está vivo.”

 

Olá escuridão...

Olá companheira de meu despertar,

Bem vinda, amada das noites insones.

 

Estou aqui para você novamente,

Pois adormeci e meus sonhos se despiram.

Minh'alma não espelha mais meus desejos,

Só restando você, e eu aqui atônito,

Rasgando-me na ignorância do passar.

 

Lóbulo frontal em repouso total,

Aceitando todas as narrativas sem sentido.

E a visão que foi plantada em minha mente

Mantem-se em meu mais obscuro silencio.

 

Esse silêncio cresce como um câncer,

Ouça algo que eu diga e em breve saberá.

Abrace-me forte e tudo em mim nos fará,

Sentiremos as lagrimas que ao caírem,

Ecoarão nos poços desse silêncio...

 

Estou aqui para você novamente,

Pois adormeci e meus sonhos evadiram-se.

                                                          

Retire aqui a minha dose de noradrenalina,

E não permita que me esqueça de sua luz.

Quando em narcolepsia erradicar-se-á limites,

Nesse paradoxal estado de consciência.

 

E em sua luz pura eu verei,

Milhares de outros seres, talvez mais.

E seguiram falando sem dizer,

Ouvindo sem escutar...

 

Permanecendo apenas o Silêncio...

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